Brasil: Isto é quanto o brasileiro já pagou de tributos de 01/01/2015 até 20/03/2015

sábado, 5 de março de 2011

"Acabou o Carnaval pra mim há muito tempo”


Primeira mulher a entrar na ala de sambistas de uma escola e com obras cantadas por gente como Gilberto Gil e Caetano Veloso, Dona Ivone Lara enfrenta problemas de saúde e dificuldades financeiras no subúrbio do Rio
Por Luciana Barcellos
André Arruda
Yvonne Lara da Costa, ou Dona Ivone Lara, como é conhecida, é uma das principais sambistas do Brasil. Nos anos 60, foi a primeira mulher a entrar para a ala dos compositores da escola de samba Império Serrano, uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro. Sua música mais conhecida, “Sonho meu”, em parceria com Délcio Carvalho, foi gravada com enorme sucesso por Gal Costa e Maria Bethânia. Outras obras suas também foram cantadas por nomes como Gilberto Gil, Beth Carvalho, Caetano Veloso e Paulinho da Viola. Como enfermeira, sua profissão paralela ao samba, da qual se aposentou em 1977, trabalhou em vários hospitais psiquiátricos. Trata-se de uma história e tanto. Nada disso, porém, fez com que Dona Ivone chegasse aos 87 anos, sua idade atual, com uma vida tranquila.

Calotes
Em novembro do ano passado, ela perdeu o filho mais velho, Odir, de 59 anos, por complicações decorrentes do diabetes. Sobre isso, ela prefere não falar. Apenas suspira e limita-se a duas palavras. “Tenho saudade”, diz, com os olhos cheios d’água. O sorriso espontâneo só surge quando empunha o cavaquinho, companheiro de muitas composições. Viúva desde 1975, dividia com o filho uma casa humilde em Inhaúma, no subúrbio do Rio. Com a morte dele, passou a morar com o outro filho, Alfredo, de 58 anos, em Oswaldo Cruz, também no subúrbio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário