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terça-feira, 4 de junho de 2013

Deputado da base do governo reclama de falta de policiamento em regiões do Estado do Rio


Antero Gomes
Deputado Pedro Fernandes, com o povo no Bairro de Inhaúma

Levantamento feito pelo gabinete do deputado estadual Pedro Fernandes (PMDB), publicado pelo EXTRA neste domingo, mostra que 12 das 39 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) do Estado do Rio têm mais de mil habitantes a cada policial militar. Situação muito diferente da de outras regiões como a Aisp 23 (Leblon), que tem 157 habitantes por PM. Em entrevista ao EXTTRA, Pedro Fernandes falou sobre os resultados desse levantamento.
EXTRA: Algumas regiões (como a Baixada) estão sendo preteridas em relação a outras, como a olímpica?
PEDRO FERNANDES: A política partidária não pode estar acima dos interesses da população. Sou do mesmo partido e respeito o governo, o governador e o secretário de Segurança. Tentei obter os dados oficialmente desde setembro do ano passado e não consegui. Precisava constatar um problema que me é relatado cotidianamente pelas pessoas com as quais eu converso. Ando muito pelas ruas do Rio de Janeiro. O trabalho diário na rua junto à população é uma característica da minha família, que faço questão de preservar. Tenho contato diário com muita gente. Diante da falta de informação oficial, resolvi, por meus próprios meios e através de meus próprios contatos, fazer este levantamento, o que não foi tão complicado. O que eu quero é ajudar a resolver o problema e não complicar. Não sou da teoria do quanto pior melhor. É uma crítica construtiva.
EXTRA: Como é a pressão da região em que reside a maior parte do seu eleitorado?
PEDRO FERNANDES - A pressão é grande e diária. Mas a pressão que eu sofro não é maior do que a deles, que estão expostos a todo tipo de violência. Os índices estão explodindo nas áreas com menos policiamento. São sequestros relâmpago, roubos e furtos de carros, assaltos e um crime terrível que vem crescendo a cada dia que é o estupro. Então não posso ficar calado e cruzar os braços só porque sou do partido do governo.
EXTRA: E em relação à quantidade de policiais em UPPs comparando o dado com o de regiões como a Aisp 41? Ou áreas de UPP na Aisp da Penha e áreas nessa mesma Aisp fora das UPPs? Como o senhor analisa essa desproporção?
PEDRO FERNANDES - Não sou crítico nem contrario à UPP, longe de mim. Essa é uma política boa, que resolveu um problema numa determinada área do Rio e que deve ser implantada em todas as regiões onde sua presença seja adequada. Mas o que não pode acontecer é essas regiões virarem vitrines e as outras partes ficarem descobertas. Todas as regiões do Rio de Janeiro têm de ser tratadas da mesma maneira e com a mesma segurança. O que não pode é uma área ter policiamento da Suíça e a outra não ter nada. Por isso, defendo que a distribuição dos próximos policiais formados respeite os índices de criminalidade, fortalecendo os batalhões das áreas mais críticas, repondo as perdas (aposentadorias, mortes, prisões, afastamento médico dos policiais) e aumentando o efetivo, porque com mais policiais, teremos menos crimes.
Não acho que haja muitos policiais na região olímpica. O que falta é ter policiais em outras áreas do estado. É natural a migração de bandidos para as áreas menos protegidas, mas a população precisa ser tratada com igualdade.
Extra: Por que o senhor decidiu fazer esse levantamento, já que é do mesmo partido do governador (PMDB)?
A política partidária não pode estar acima dos interesses da população. Tentei obter os dados, oficialmente, desde setembro de 2012 e não consegui. Precisava constatar um problema que $é relatado a mim cotidianamente pelas pessoas com as quais converso (o EXTRA também pediu os dados oficiais à Secretaria de Segurança, mas ela informou que eram sigilosos).


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/deputado-da-base-do-governo-reclama-de-falta-de-policiamento-em-regioes-do-estado-do-rio-8581367.html#ixzz2VG3ZNCyu


Fonte: http://extra.globo

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